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Líder dos caminhoneiros demonstra que há divisão entre as entidades

BRASÍLIA - Em uma clara demonstração de que o movimento que bloqueia as estradas brasileiras está rachado, um dos líderes da categoria, o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, saiu antes de uma reunião no Palácio do Planalto, reiterando que os cerca de 700 mil caminhoneiros representados pela entidade não vão deixar as rodovias, enquanto o projeto de lei que reduz PIS/Cofins sobre o diesel não for aprovado pelo Senado. Lopes revelou que, durante o encontro com os ministros da Casa Civil e da Fazenda, Eliseu Padilha e Eduardo Guardia, os demais representantes da categoria teriam concordado com uma trégua por determinado período de tempo, para que se encontrasse uma solução.

- A Câmara federal fez a lição de casa. Mas o presidente do Senado (Eunício Oliveira) pegou o avião dele e foi embora. Deixou a gente nessa situação. Por causa disso, eu vou falar para o meu pessoal que não vamos levantar o movimento enquanto esse homem não chegar aqui, não convocar os senadores, votar e aprovar a lei. Aí, sim, venho a público e levanto o movimento. Ninguém mais do que nós tem tanto apoio da população como estamos tendo.

Padilha e Guardia darão uma entrevista coletiva ao fim da reunião. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, continua na reunião. Existe a expectativa de um acordo.

Mais cedo, Bueno declarou que a Abcam não representa toda a categoria. A entidade tem cerca de 1 milhão de associados.

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