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Leilão de usinas da Cemig irrita bancada mineira no Congresso

BRASÍLIA - O leilão de quatro usinas da Cemig na manhã desta quarta-feira causou reações imediatas no Congresso. Durante votação do Refis no plenário da Câmara, o coordenador da bancada mineira e vice-presidente da Casa, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), criticou a equipe econômica do governo e pediu que os deputados da bancada de Minas Gerais votassem contra o governo.

— Eu quero falar aqui como coordenador da bancada mineira da insatisfação da venda das usinas da Cemig, onde foi quebrado um acordo dos ministros da área econômica. E hoje, como coordenador da bancada mineira, eu pediria aos 53 deputados de Minas Gerais que votassem com o relator o requerimento do Refis para demonstrar ao governo que respeite Minas Gerais. Nós não temos compromisso de votar com o governo — declarou o deputado em plenário.

Ramalho disse que votaria a favor do Refis e contra o governo. O relatório do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) muda profundamente o texto da Medida Provisória do Executivo. As condições bastante generosas, como a redução de até 90% dos juros e das multas propostas por Cardoso irritaram a equipe econômica do governo, que previa benefícios menores para o refinanciamento das dívidas de tributos federais.

Segundo Fábio Ramalho, a reação é só a primeira demonstração de força da bancada mineira:

— É uma primeira demonstração da nossa união, porque o governo fez um compromisso com a gente e não cumpriu. Nós temos que demonstrar que estamos unidos e a gente só vai votar agora matéria que beneficie nosso estado. Nós não queremos um governo que fique de costas para Minas — afirmou o coordenador da bancada mineira.

Mais cedo o vice-presidente divulgou uma nota em que lamentava o fato da Cemig "não ter conseguido manter nenhuma de suas usinas" e reclamava que o governo federal não tinha cumprido acordo de enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma negociação para que a Cemig pagasse até 15 de dezembro pela Usina Hidrelétrica de Miranda, uma das usinas leiloadas hoje.

Na nota, o deputado do PMDB mineiro argumentava ainda que esse governo, com a atual equipe econômica, não tinha condições de aprovar a reforma da Previdência, pois "era um governo que só pensava nos bancos e em como eles vão continuar ganhando dinheiro".

*Estagiária sob supervisão de Eliane Oliveira

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