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Lagarde refuta expectativas do mercado de alta nos juros após aumento nos custos da energia

Reuters
Lagarde refuta expectativas do mercado de alta nos juros após aumento nos custos da energia
Lagarde refuta expectativas do mercado de alta nos juros após aumento nos custos da energia

DUBLIN, 18 Set (Reuters) - As taxas de juros do Banco Central Europeu não estão se movendo em sintonia com os preços do petróleo e do gás, afirmou nesta sexta-feira a presidente do BCE, Christine Lagarde, refutando as apostas do mercado de aumentos agressivos nos juros em resposta à alta dos custos de energia.

“As taxas de juros não acompanham diretamente o preço da energia porque, obviamente, o preço da energia e seu impacto sobre os preços também afetam outros fatores, incluindo, notadamente, o crescimento e o consumo, e levamos todos esses elementos em consideração”, disse Lagarde em uma coletiva de imprensa em Dublin.

Os comentários foram feitos poucas horas depois que o vice-presidente do BCE, Boris Vujcic, também pareceu moderar as expectativas dos investidores, argumentando que o BCE analisará um conjunto muito mais amplo de indicadores econômicos ao decidir seus próximos passos.

Os mercados financeiros agora veem entre três e quatro novos aumentos nos juros no próximo ano, além dos dois dos últimos meses, já que tanto os preços do petróleo quanto os do gás estão próximos do cenário “adverso” do BCE e podem elevar a inflação para perto de 4% até o final do ano.

Em outra possível indicação de que os mercados podem estar esperando demais do BCE, Lagarde afirmou que o banco central ainda se encontra em uma situação em que uma resposta “moderada” é suficiente para conter o problema da inflação no bloco.

“Estamos adotando uma resposta calculada à situação atual”, acrescentou Lagarde. “Acreditamos que estamos bem posicionados para responder a mais dados, mais informações, mais números, a fim de fazer uma boa avaliação das mudanças.”

Lagarde também minimizou as preocupações com o aumento dos custos dos empréstimos dos governos e disse que essas altas refletem principalmente eventos globais, e não questões locais.

“Não vemos nenhum movimento desordenado”, disse ela. “Não vemos nenhuma tensão... trata-se de um movimento global que afeta todos os títulos, especialmente na parte longa da curva, por diversas razões, mas sem nenhum comportamento desordenado.”

(Reportagem de Balazs Koranyi)

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