BRASÍLIA - Apesar da queda de juros generalizada na economia brasileira, os bancos aumentaram a taxa cobrada no parcelamento do cartão de crédito. Foi o segundo mês seguido de alta dos juros da modalidade, que passaram de 159,7% ao ano para 161% ao ano. O movimento está na contramão das principais taxas cobradas pelas instituições financeiras que estão em queda porque o Banco Central corta os juros básicos desde novembro do ano passado.
No início do ano, o BC anunciou uma mudança para tentar combater o juro abusivo no rotativo do cartão de crédito. Determinou que nenhum brasileiro pode ficar mais de 30 dias no vermelho. A alternativa da instituição foi criar um crédito parcelado. É ele que, mesmo com a queda dos juros da economia, continua a subir. Aumenta mesmo com as taxas de inadimplências estabilizadas.
O juro do rotativo caiu de 223,8% ao ano para 221,4% ao ano. Já o do cheque especial, passou de 317,3% ao ano para 321,3% ao ano. No geral, as famílias brasileiras pagam 35,6% ao ano de juros nas dívidas que têm: 0,9 ponto percentual a menos que no mês passado.
A queda dos juros básico e a retomada do consumo movimentam o mercado de crédito no país. No entanto, a falta de investimento das empresas ainda contamina os principais números.
O crédito total do sistema financeiro chegou a R$ 3,05 trilhões em agosto: retrações de 0,1% no mês e 2,2% em doze meses. A queda do mes passado é mais suave que a do anterior, que foi de 0,9%. Isso ocorreu graças às famílias que usaram o crédito consignado, os financiamentos de veículos e o cartão de crédito à vista.

