O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na reunião da última terça-feira, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a sequência de cortes que vinha sendo feita nos meses anteriores. Na prática, isso significa que o crédito no país deve continuar caro por mais tempo, sem o alívio que muita gente esperava para o fim do ano.
No mesmo movimento, o dólar fechou nesta quinta-feira perto de R$ 5,48, com a cotação oficial (PTAX) em R$ 5,4621, pressionado pela forte queda das bolsas de tecnologia em Nova York e por um clima de maior cautela entre investidores internacionais. É o segundo dia seguido de alta da moeda americana.
Para o consumidor de Manaus e do Amazonas, essa combinação chega de duas formas. Primeiro, pelo crédito: financiamentos, cartão de crédito parcelado e consignado continuam com juros elevados, já que a Selic serve de referência para praticamente todas as taxas cobradas por bancos e financeiras. Segundo, pelo dólar mais caro, que tende a pressionar o preço de produtos importados, peças e componentes eletrônicos usados pelo Polo Industrial de Manaus, além de encarecer pacotes de viagem internacional e compras em sites estrangeiros.
A recomendação de especialistas em finanças pessoais para esse cenário é simples: evitar contrair novas dívidas em dólar ou parceladas no exterior, pesquisar bastante antes de renovar empréstimos e priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, como o rotativo do cartão de crédito, enquanto o cenário de juros elevados persistir.
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