Na visão do executivo, as regras de Basileia III, estabelecidas como uma resposta à crise financeira e bancária iniciada em 2008, resumem-se em maior exigência de capital e restrição na gestão de liquidez. A nova regulamentação, segundo ele, vai exigir mais capital e com diferentes características para as operações de crédito realizadas pelos bancos. "Um banco quebra por liquidez e não por falta de capital e é isso que Basileia III tenta endereçar", afirmou Berenguer.
Com Basileia III, de acordo com o executivo, a participação do governo no salvamento de instituições bancárias será menor ao passo que será exigida maior presença dos depositantes dos bancos. Neste contexto, ele citou a importância do conceito de "bail-in", que significa a conversão de alguns tipos de depósitos em capital.
"É uma inovação importante que está sendo trazida nos últimos meses em função da crise de 2008 e exigirá que, em caso de problemas com instituições, os depositantes sejam responsabilizados e contribuam com seus depósitos em capital, além dos fundos garantidores, como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no Brasil", avaliou o presidente do JP.
Ele ressaltou ainda a necessidade de os bancos adequarem seus ativos e passarem a captar a prazos mais longos. No entanto, disse que os instrumentos já existentes, como as letras financeiras, são suficientes, não sendo necessários novos mecanismos.



