Para justificar o que classificou de retrocesso na política de incentivo ao etanol, ele mostrou um gráfico sobre a participação recente da gasolina no volume de combustíveis de motores do ciclo Otto (para veículos leves). Os dados mostram que a fatia do combustível de petróleo saiu de 61,5%, em 2000, recuou até 43,2%, em 2009, no auge do consumo do etanol, voltou a 62% em 2012 e deve encerrar 2013 em 61%.
"É uma irracionalidade enorme com um setor (produtor de etanol) que emprega 800 mil pessoas diretamente, com todos os equipamentos produzidos aqui. Dá dó de todos nós", ironizou.
Aníbal citou que 55% da matriz energética de São Paulo é renovável e que desse porcentual 33,5% vem de produtos da cana-de-açúcar e 36,1% petróleo. Em 2020, a cana será responsável por 46% e o petróleo perto de 20%. "Temos iniciativas em energia renovável da cana, além do empenho em parques eólicos, em energia solar e na ampliação da energia hidrelétrica", disse. Ele calcula que São Paulo possa ainda utilizar em torno de 1,5 mi megawatt dos 4 mil mW potenciais de energia hidráulica.
Aníbal diz ter sugerido iniciativas ao governo, mas, diz, a resposta tem sido lenta. Eles não fazem leilões por fonte (de energia) e até mesmo quando as novas hidrelétricas estão contratadas, os jornais mostram atrasos nas obras. Enquanto atrasam lá, aqui tem incentivo", concluiu.



