RIO - Depois de caírem mais de 30% na véspera, as ações da JBS têm mais um dia de desvalorização, recuando 3%, cotada a R$ 5,82. A ação chegou a cair mais de 7% hoje. Desde a operação da PF Carne Fraca, da qual foi alvo em março, até ontem, a companhia acumulou queda de 50%. A queda da JBS é a maior do Ibovespa, que opera em alta de 1,47%, aos 62.575 pontos. No câmbio, o dólar comercial opera estável, a R$ 3,276, depois de ter caído até R$ 3,257.
No olho do turbilhão político, a empresa foi rebaixada ontem pela agência de risco Moody’s, é alvo de cinco processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, , voltou a negociar com o Ministério Público Federal (MPF) acordo de leniência, espécie de delação premiada da pessoa jurídica. Na sexta-feira, quando a negociação havia sido suspensa, exigia-se multa de R$ 11 bilhões.
A alta da Bolsa se dá apesar de a incerteza política ter levado a agência de classificação de risco Standard & Poor's a . Ou seja, o país pode ser rebaixado devido ao temor de uma paralisação no processo de ajuste fiscal.
O Itaú Unibanco registra a maior influência positiva do pregão, subindo 1,60% (R$ 35,44). O Banco do Brasil avança 1,54%, e o Bradesco, 1,14%. A Ambev registra valorização de 1,45%.
A Eletrobras opera em alta de 5,8%, depois de a companhia ter anunciado na segunda-feira plano de demissão voluntária para mais de 4 mil funcionários, voltado para empregados com pelo menos 55 anos de idade e dez anos de vínculo com a estatal.
A Petrobras tem alta de 0,48% (ON, a R$ 14,38) e 0,89% (PN, a R$ 13,52).
— O mercado está corrigindo um pouco o movimento dos dias anteriores. O Legislativo tem tentado emitir sinal de que as reformas não estão paradas, que o país está andando — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença, acrescentando que a decisão da S&P já era esperada e, por isso, não pesa muito no pregão. — Mas os investidores seguem querendo uma solução rápida para a crise. Infelizmente, a estratégia do presidente Temer apenas prolonga a situação.



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