SÃO PAULO. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a JBS rebateu as acusações do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que no domingo afirmara ao GLOBO que a reunião do Conselho de Administração da empresa, realizada no sábado e que elegeu o fundador da empresa, José Batista Sobrinho, para suceder na presidência da companhia seu filho Wesley Batista, que está preso, foi convocada "às pressas" e ocorreu na "calada da noite".
De acordo com a JBS,desde a quarta-feira, 13, um dia depois da prisão de Wesley, quando os membros do Conselho se reuniram informalmente para tomar pé da situação e "ponderar sobre a tomada de providências", a administração da empresa e seus assessores estiveram à disposição dos conselheiros,"que estiveram dedicados a avaliar os cenários e as alternativas que melhor atenderiam ao interesse da JBS e seus acionistas".
Na quinta-feira, continua a empresa, houve a convocação para a reunião do Conselho, no sábado.
"A reunião realizou-se conforme convocação, a partir das 19 horas, com a presença da totalidade dos conselheiros de administração que, no exercício de sua competência, entre outras providências, elegeram o novo diretor-presidente da Companhia. A presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração tornaria dispensável, até mesmo, a convocação prévia e a indicação de ordem do dia, como previsto no art. 18 do Estatuto Social da Companhia", diz a JBS no comunicado.
O BNDES, que é dono de 21% das ações da empresa, tem dois dos nove assentos no conselho da JBS, mas apenas a advogada Claudia Santos votou na assembleia. O outro conselheiro do banco renunciou ao cargo recentemente. Rabello de Castro alegou não ter sido informado sobre a reunião e afirmou que a conselheira Claudia Santos "votou por conta própria" a favor da eleição de Batista Sobrinho.
"Conforme Fato Relevante divulgado pela Companhia na data de ontem, os conselheiros agiram no cumprimento de seus deveres fiduciários e, por unanimidade, tomaram a decisão que lhes pareceu ser a melhor para a Companhia, seus acionistas, colaboradores e demais stakeholders", diz a empresa no comunicado, concluindo: "O momento atual é de equilíbrio, de união e de pensar no melhor interesse da JBS e de seus acionistas, tendo assim agido o Conselho de Administração, em estrita consonância com a lei e o Estatuto Social da Companhia".


