RIO - O mercado financeiro segue em clima de tensão nesta segunda-feira após as denúncias de Joesley Batista contra o presidente Michel Temer, que pressionam câmbio, ações e juros desde quarta-feira passada. O dólar comercial opera em alta de 1,53%, a R$ 3,307, mesmo com o Banco Central atuando por meio da venda de dólares no mercado futuro (operação de cambial). Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa recua 2,23%, aos 61.214 pontos. As ações da JBS são o destaque negativo, despencando 19,28% (R$ 7,74) — que está no centro do turbilhão político, está negociando acordo de leniência no Brasil e nos EUA, é alvo de cinco processos na CVM e foi rebaixada hoje pela agência de classificação de risco Moody’s. Desde a operação Bullish, da Polícia Federal, na sexta-feira retrasada, a JBS acumula perda de 37,6%.
No mercado de juros, os contratos futuros também têm sessão de nervosismo. O contrato DI para janeiro de 2018 sobe a 9,71%, de 9,67%, enquanto o para janeiro de 2019 avança a 10,11%, de 9,97%. O papel para janeiro de 2021 sobe a 11,42%, antes 11,17%.
Hoje, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, políticos da semana passada, mas defendeu que os efeitos positivos não são imediatos e vão surtir efeito principalmente na próxima década.
Na quinta-feira da semana passada, o câmbio subiu 8,16%, a maior alta desde 1999 diante da crise política gerada pela . Na sexta-feira, no entanto, o dólar fechou em queda de 3,92%, a R$ 3,257. No mercado de ações, após desabar mais de 8% na quinta-feira, o índice Ibovespa subiu 1,69%, aos 62.639 pontos.
“O final de semana pode não ter piorado a situação do presidente Temer e a governabilidade do país, mas também não melhorou. O PSDB e o DEM acabaram não realizando suas reuniões para seguir ou não na base de apoio do presidente, mas em compensação a OAB pediu seu impeachment e o PSD saiu da base do governo. Temer, por sua vez, pediu perícia nas fitas de áudio da JBS por edições e cortes, o que foi acatado pelo STF, mas não obteve a suspensão do inquérito”, escreveu Alvaro Bandeira, economista-chefe do Home Broker Modalmais.
Apesar do acirramento da crise política, . A previsão para a taxa de juros no fim deste ano e do próxima se manteve em 8,50%, enquanto a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável em 0,50% para 2017 e em 2,50% em 2018. Pela 11ª semana seguida, a projeção de inflação para o ano de 2017 foi reduzida, para 3,92%. Já as expectativas para o câmbio caíram de R$ 3,25 para R$ 3,23 para o fim de 2017 e permaneceram em R$ 3,36 para o fim do próximo ano.




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