Alguns elementos do decreto, que foi enviado ontem à meia-noite à Comissão Europeia, seriam decididos mais à frente pelo Parlamento italiano, ainda que dentro dos parâmetros que a coalizão de governo estabeleceu para o projeto.
A proposta orçamentária do governo italiano prevê 11,5 bilhões de euros em ajustes fiscais neste ano e outros 7,5 bilhões de euros em cada um dos próximos dois anos, segundo Letta. Essas somas referem-se ao valor total das medidas que buscam reduzir o déficit orçamentário da Itália a praticamente zero até 2016.
Uma das premissas do governo para o projeto é que o prêmio de risco ou yield mais elevado a ser pedido pelos investidores para comprarem bônus soberanos da Itália irão diminuir, disse o ministro da Economia Fabrizio Saccomanni. "Há razões para ser otimista em relação a isso", afirmou.
O principal destaque da proposta orçamentária do governo são quase 11 bilhões de euros em cortes na chamada carga tributária, que inclui todos os tipos de taxações sobre o custo do trabalho. Essa carga de impostos será diluída ao longo de três anos e até mesmo dividida entre empregadores e trabalhadores. O alvo da isenção tributária, em particular, são os salários médios e mais baixos e as empresas que concordarem em agregar novos trabalhadores permanentes adicionais à sua força de trabalho.
Segundo Letta, a proposta pretende reduzir a carga tributária total em cerca de um ponto porcentual do PIB, para 43,3% do PIB, ao longo do horizonte de três anos. A fonte primária de recursos para essa renúncia fiscal foi encontrada no corte de 3,5 bilhões de euros em gastos públicos, a maior parte nas despesas do governo central, e na previsão de levantar 3,2 bilhões de euros por meio da venda de ativos estatais. Recursos adicionais virão da reavaliação de ações que bancos comerciais domésticos detêm no Banco da Itália, resultado de um aumento no valor contábil ocorrido em 1936. Fonte: Dow Jones Newswires.



