Começa a valer a partir de hoje, 1º de janeiro de 2026, a nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção, que agora contempla trabalhadores com salários de até R$ 5.000,00.
A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro passado, cumpre uma de suas principais promessas de campanha.
O governo estima que a mudança trará um alívio financeiro significativo para o bolso dos brasileiros, com uma economia média superior a R$ 4 mil por ano para cada contribuinte isento.
A nova regra não beneficia apenas quem ganha até R$ 5 mil. A Receita Federal também passa a aplicar uma isenção parcial para contribuintes com rendimentos de até R$ 7.350,00.
Inicialmente, o teto planejado para os descontos era de R$ 7 mil. No entanto, o relator do projeto, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a ampliação do benefício após projeções de arrecadação excedente sobre altas rendas. Segundo o relator, a tributação mais pesada no topo da pirâmide garante a "neutralidade fiscal", permitindo desonerar a classe média sem desequilibrar as contas públicas.
O que muda na prática?
Até ontem, a tabela era consideravelmente mais rígida. Confira a comparação:
* Como era: A isenção total ia apenas até R$ 3.036,00. Quem ganhava entre R$ 3,5 mil e R$ 4,6 mil, por exemplo, chegava a pagar uma alíquota de 15%.
* Como fica: Todos os trabalhadores que recebem até R$ 5.000,00 estão 100% isentos de desconto do IR na fonte.
Orientações da Receita Federal
Com a entrada em vigor da nova tabela, a Receita Federal orienta os contribuintes a manterem seus dados bancários atualizados junto ao sistema.
Isso é fundamental para garantir que eventuais restituições ou ajustes sejam processados sem erros nos cronogramas de pagamento de 2026.



