A presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, voltou a defender nesta sexta-feira (28) altas de juros nos Estados Unidos para conter a inflação, que, segundo ela, deve encerrar o ano em torno de 3%, ainda acima da meta de 2% do banco central.
"É hora de agir para controlar a inflação", afirmou Hammack, em entrevista à Bloomberg TV , às margens do simpósio de Jackson Hole, onde o presidente do Fed, Kevin Warsh, discursará às 11h (de Brasília). "Quanto mais demorarmos para controlar a inflação, mais os americanos sofrerão", acrescentou.
A dirigente afirmou não enxergar condições financeiras restritivas nem "muita restrição" na economia americana atualmente. Nesse cenário, avaliou que o Fed "precisa agir com aumentos na taxa de juros" para conter as pressões inflacionárias.
Hammack ressaltou, porém, que chega a todas as reuniões de política monetária "com a mente aberta". Ela também afirmou que a reputação do Fed depende do cumprimento de seu duplo mandato e destacou a importância de comunicar ao público as questões enfrentadas pelo banco central.
Segundo a dirigente, os mercados complementam o trabalho do Fed, mas não substituem a instituição, enquanto a taxa de juros é a ferramenta de política monetária mais facilmente compreendida. Hammack acrescentou que ainda há muita incerteza sobre os efeitos do balanço patrimonial do banco central sobre a economia e avaliou que a era de juros baixos pode ter sido "incomum", sem entrar em detalhes.



Aviso