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Inflação alta pode exigir taxas de juros mais elevadas ao longo do ano, diz dirigente do Fed

Estadão

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta-feira, 3, que a inflação nos Estados Unidos está levando mais tempo do que o esperado para voltar à meta de 2% do BC dos Estados Unidos, e o cenário pode exigir uma política monetária ainda mais dura.

A dirigente destacou que apesar de uma queda "significativa" da inflação desde os picos da pandemia, a trajetória de desinflação perdeu fôlego e permanece desconfortavelmente elevada.

Segundo Logan, a inflação "ficou próxima de 4% nos últimos meses", um patamar que, na visão da dirigente, evidencia a dificuldade de convergir de forma sustentada para o objetivo de 2%.

Nesse contexto, Logan afirmou que a política monetária "não está restringindo a economia", e sinalizou que novas altas podem voltar à mesa.

"Taxas de juros mais altas podem ser necessárias mais adiante neste ano", disse a dirigente durante um painel em El Paso, no Texas.

Logan também destacou que a economia dos Estados Unidos continua exibindo resiliência e o mercado de trabalho segue estável e balanceado. De acordo com a dirigente, a atividade econômica segue forte e os lucros corporativos continuam crescendo, sinais de que a demanda permanece firme.

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