"A posição muito clara dos líderes é de apoiar a aprovação da matéria", afirmou a ministra, que falou à imprensa depois de o governo ter anunciado um pacto pela responsabilidade fiscal firmado entre as lideranças da Câmara e do Senado da base, além dos presidentes dos partidos políticos aliados.
A ministra ressaltou que a aprovação da matéria não significa que a União deixará de cumprir a sua própria meta de superávit. "A única coisa é que será retirada a responsabilidade da União complementar o superávit que Estados e municípios não vierem a fazer", afirmou.
Para justificar a proposta, Ideli ponderou que a meta que Estados e municípios deveriam alcançar neste ano é de cerca de R$ 50 bilhões e que, até setembro, esses entes chegaram a cerca de R$ 18 bilhões. Nesse sentido, a ministra afirmou que o pacto pela responsabilidade fiscal firmado nesta terça é para "dar continuidade à política correta de superávit do governo".
Saúde
A ministra afirmou ainda que até mesmo a proposta que cria um piso nacional para os agentes comunitários de saúde e de endemias deve ser incluído no pacto, o que significa que ele não teria apoio da base para ser aprovado no Parlamento. Ela argumentou que um piso aumentaria encargos e despesas para os municípios e que a responsabilidade proposta no pacto serve para todos os entes federados, não apenas para a União.
Além do mais, Ideli ponderou que o estabelecimento de um piso poderia "abrir a porteira" para outras categorias. "Na saúde há 14 carreiras. Você vai ter piso para uma sem dar para outra?", questionou.


