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Ibovespa sobe pela quarta sessão seguida, em dia de forte queda da Petrobras

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma sessão marcada pela forte queda das ações da Petrobras, a Bolsa de Valores conseguiu manter a tendência positiva dos últimos dias e fechou em alta pela quarta sessão seguida.

O Ibovespa encerrou os negócios nesta terça-feira (24) em leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos, apesar das quedas próximas de 3% dos papéis da Petrobras, após o governo anunciar na véspera a troca no comando da estatal.

As ações preferenciais da petroleira fecharam em queda de 3,06%, enquanto as ordinárias caíram 2,96%. Nos Estados Unidos, os ADRs (American Depositary Receipt) da empresa tiveram quedas ainda mais agudas, que chegaram a 13,6%.

Apesar do tombo do dia, analistas avaliam que, mesmo com a nova troca, a política de preços da Petrobras não deve sofrer grandes alterações.

Ajudou a compensar o tombo da Petrobras o bom desempenho dos papéis das petroleiras do setor privado, com os investidores migrando para ativos que também se beneficiam da alta do petróleo no mercado internacional, sem correr o risco de interferência política.

As ações da PetroRio fecharam em alta de 3,90%, e as da 3R Petroleum marcaram ganhos de 3,39%, ficando entre as maiores altas do dia na Bolsa.

Analista da Empiricus, Matheus Spiess diz que mantém a recomendação de compra para os papéis da Petrobras mesmo com a nova troca no comando da empresa.

Ele acrescenta, contudo, que, dentro do setor de óleo e gás, tem uma preferência maior neste momento pelas ações da petroleira privada 3R Petroleum.

"Além de não sofrer o mesmo risco de interferência politica que a Petrobras, a 3R está em níveis mais descontados em relação aos pares", afirma Spiess.

Os papéis da Vale, que fecharam em alta de 1,35%, e dos grandes bancos —Bradesco avançou 2,1%, e Santander subiu 1,4%— também contribuíram para a alta do Ibovespa.

No câmbio, após abrir em alta contra o real, o dólar perdeu força ao longo da sessão e encerrou o dia próximo da estabilidade.

Após três quedas seguidas, a moeda americana fechou o pregão praticamente estável, em leve alta de 0,08%, a R$ 4,8110 para venda.

BOLSAS INTERNACIONAIS TÊM SESSÃO DE FORTES QUEDAS

Nos mercados globais, após as altas expressivas no pregão passado, o tom de maior cautela voltou a predominar nesta terça.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam sem uma clara tendência definida. O Dow Jones teve leve alta de 0,15%, enquanto o S&P 500 recuou 0,81%, e o Nasdaq, com maior concentração de negócios de tecnologia, caiu 2,35%.

Preocupações com o impacto da alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) sobre o ritmo da atividade econômica na região, e sobre os lucros corporativos, voltaram a pesar para o humor dos investidores.

As ações da empresa de tecnologia Snap despencaram 43%, após a empresa ter cortado sua estimativa de balanço do segundo trimestre e dizer que a economia piorou mais rápido do que o esperado no mês passado.

Na Europa e na Ásia, o dia foi de perdas expressivas. Nas Bolsas europeias, o FTSE-100, de Londres, recuou 0,39%, o CAC-40, de Paris, desvalorizou 1,66%, e o DAX, de Frankfurt, 1,80%.

Na Ásia, o CSI 300, da China, teve perdas de 2,34% nesta terça, e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,75%. O Nikkei, de Tóqui, teve desvalorização de 0,94%.

"Economistas do Goldman Sachs, J.P. Morgan e UBS cortaram suas projeções de crescimento deste ano para a China e a gestora de recursos BlackRock revisou sua perspectiva para as ações chinesas de positiva para neutra. A política de zero covid está reduzindo as previsões econômicas na China", apontam os analistas da XP em relatório.

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