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Ibovespa fecha em queda e registra 1ª perda semanal desde começo de outubro

Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, registrando a primeira perda semanal desde o começo de outubro, em uma volta de feriado sem alívio nas incertezas quanto a novos cortes na taxa de juros norte-americana, mas noticiário positivo sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,39%, a 154.770,10 pontos, acumulando um declínio de 1,88% na semana, após cinco ganhos semanais seguidos. Na máxima do dia, marcou 155.387,04 pontos. Na mínima, registrou 153.570,94 pontos.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$24,2 bilhões, em pregão também marcado pelo vencimento de opções sobre ações.

A bolsa paulista não abriu na véspera em razão do Dia Nacional de Zumbi e Consciência Negra, o que fez com que agentes financeiros repercutissem apenas nesta sessão dados dos EUA mostrando uma criação de 119 mil vagas de emprego em setembro, acima das expectativas, enquanto a taxa de desemprego subiu.

Nesta sexta-feira, o foco ficou sobre declarações de autoridades do banco central norte-americano, incluindo o presidente do Fed de Nova York, John Williams, que disse que as taxas de juros dos EUA poderiam cair sem colocar em risco a meta de inflação da autoridade monetária.

Williams é membro permanente com direito a voto na política de juros e vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, que estabelece as taxas.

A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, por sua vez, disse acreditar que a política monetária está no lugar certo, enquanto a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, defendeu que a taxa de juros seja mantida "por algum tempo".

De acordo com economistas do BTG Pactual, o relatório de emprego mostrou uma criação de vagas acima das expectativas, mas teve um quadro misto, com os ganhos de vagas se concentrando em poucos setores, enquanto a taxa de desemprego aumentou.

"Com a ata do Fomc revelando um comitê altamente dividido e o Williams indicando apoio contínuo a cortes de juros de curto prazo, os mercados permanecem divididos sobre a decisão de dezembro", afirmaram Luiza Paparounis e Francisco Lopes em relatório a clientes nesta sexta-feira.

Neste momento, avaliam, o resultado ainda pode ir para qualquer lado, com o chair do BC norte-americano, Jerome Powell "provavelmente dando o sinal decisivo".

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,98%, após recuar na véspera, mas também apurou perda semanal.

Também ficou para o último pregão da semana o decreto do presidente Donald Trump publicado na véspera que suspendeu tarifas de importação sobre a carne bovina brasileira, o café e outros produtos agrícolas, como o suco de laranja, afetados pelo anúncio da taxa de 40% em julho.

Na visão de economistas do UBS BB, o impacto macroeconômico da decisão é mínimo, enquanto, politicamente, pode ter um efeito marginalmente positivo na taxa de aprovação presidencial.

DESTAQUES

- CVC BRASIL ON recuou 7,11%, em meio a ajustes, após quatro altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de mais de 9%.

- TOTVS ON caiu 6,66%, renovando mínima de fechamento no mês. No ano, o papel sobe mais de 63,6%.

- EMBRAER ON <EMBJ3.SA> caiu 4,34%, também refletindo ajustes, após três altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de 3,7%.

- PETROBRAS PN recuou 0,76%, em dia de queda do petróleo no exterior.

- BTG PACTUAL UNIT perdeu 1,75%, pior desempenho entre os bancos do Ibovespa, que tiveram uma sessão mista. BANCO DO BRASIL ON subiu 1,95%, destaque positivo.

- VALE ON avançou 0,32%, apesar da fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou o dia com queda de 0,32%.

- MAGAZINE LUIZA ON subiu 3,22%, ampliando a recuperação em novembro, com a Black Friday no radar. AZZAS 2154 ON fechou em alta de 2,25%.

- AMBEV ON valorizou-se 1,57%, em dia de recuperação após duas quedas seguidas, quando acumulou um declínio de 2,54%.

- HAPVIDA ON avançou 0,46%, no segundo pregão seguido com sinal positivo, após tombo de quase 43% na semana passada diante da decepção com o resultado trimestral.

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