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Ibovespa fecha em queda com realização de lucros antes do Carnaval

Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 13 Fev (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com agentes financeiros embolsando lucros e reduzindo a exposição na bolsa paulista antes do fim de semana prolongado pelo Carnaval, enquanto Eneva disparou após o governo elevar os preços-teto dos leilões de potência do setor elétrico.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,69%, a 186.464,30 pontos, tendo marcado 187.765,82 pontos na máxima e 183.662,18 pontos na mínima. Na semana, ainda subiu 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro e de 15,73% em 2026.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$32,96 bilhões.

A bolsa paulista agora volta a funcionar apenas na quarta-feira, com pré-abertura da negociação dos ativos de renda variável das 12h45 às 13h. Nos Estados Unidos, o feriado do Dia do Presidente fecha o mercado na segunda-feira, mas a terça-feira terá expediente normal, assim como a quarta-feira.

Na visão do especialista em investimentos Christian Iarussi, sócio da The Hill Capital, o Ibovespa refletiu ajustes de posições antes do feriado, período em que a B3 ficará fechada, "o que reduz o apetite por risco e leva o mercado a diminuir exposição".

A queda nesta sexta-feira, a segunda seguida, também ocorreu após o Ibovespa registrar o 11º recorde nominal em 2026 na quinta-feira, chegando a superar os 190 mil pontos pela primeira vez no melhor momento daquele pregão, conforme segue forte o fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.

Em Wall Street, a sexta-feira 13 encerrou com sinal positivo, após dados mostrando que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano subiu 0,2% em janeiro, após alta não revisada de 0,3% em dezembro e abaixo de expectativas de economistas de acréscimo de 0,3%.

O S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos Estados Unidos, fechou praticamente estável.

DESTAQUES

- VALE ON recuou 2,47%, um dia após mostrar um prejuízo líquido de US$3,8 bilhões no quarto trimestre, com impacto de baixas contábeis. O Ebitda ajustado, porém, aumentou para US$4,6 bilhões no período, de US$3,8 bilhões um ano antes. A mineradora estimou concluir em até três semanas o restabelecimento de condições operacionais de duas minas paralisadas em Minas Gerais. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian cedeu 1,5%.

- BANCO DO BRASIL ON caiu 2,31%, após desempenho robusto na véspera (+4,5%), quando descolou da performance bastante negativa no setor. Agentes financeiros ainda digerem o resultado do último trimestre e o guidance para 2026 publicados pelo BB na quarta-feira à noite. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 0,97%, BRADESCO PN fechou em baixa de 1,22% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 2,16%.

- PETROBRAS PN perdeu 0,59%, também sofrendo com a correção na bolsa paulista após forte valorização desde o começo do ano. PETROBRAS ON recuou 0,23%. No exterior, o barril sob o contrato Brent fechou com elevação de 0,34%.

- RAÍZEN PN fechou em baixa de 5,97%, após desabar mais de 10% no pior momento no dia. A produtora brasileira de açúcar e etanol divulgou prejuízo líquido de cerca de R$15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026, enquanto a dívida líquida cresceu 43,4%, para R$55,3 bilhões. De acordo com o CEO, Cosan e Shell comprometeram-se em contribuir com capital para resolver os problemas financeiros da empresa.

- TIM ON caiu 3,53%, após valorização robusta recente, tendo renovado máximas na véspera, acumulando até a quinta-feira uma alta de quase 33% em 2026. Analistas do UBS BB chamaram a atenção em relatório a clientes para dados de portabilidade de janeiro, com queda líquida da TIM, enquanto Claro e Telefônica Brasil, que opera sob a marca Vivo, tiveram saldo positivo. TELEFONICA BRASIL ON recuou 1,3%.

- ENEVA ON saltou 8,06%, após o governo elevar os preços-teto para os principais leilões do setor elétrico deste ano. "Os números trazem uma grande sensação de alívio", escreveu o Citi. No começo da semana, as ações desabaram com a definição pela Aneel de preços bem abaixo das expectativas do mercado. A ação da Eneva, uma das principais interessadas no leilão, caiu mais de 19% no pior momento na terça-feira.

- USIMINAS PNA subiu 4,81%, após lucro de R$129 milhões no quarto trimestre e previsão de investimentos de R$1,4 bilhão a R$1,6 bilhão em 2026. A siderúrgica anunciou ainda alteração da moeda funcional do real para dólar norte-americano e eleição de novo presidente do conselho de administração. A Usiminas também afirmou que espera melhorar sua rentabilidade nos próximos meses, após o governo aprovar medidas contra laminados a frio e galvanizados que chegam ao país.

- BRASKEM PNA avançou 1,87%, recuperando-se do tombo de 11% na véspera. A petroquímica divulgou na quinta-feira que não tem e não teve em 2025 dívidas relevantes com o Banco do Brasil e que está em dia com suas obrigações junto à instituição financeira, após informações publicadas pela mídia atribuírem à empresa o impacto na inadimplência do BB. Fonte disse à Reuters que o caso que afetou a inadimplência do BB envolveu a Novonor.

- XP, que é negociada em Nova York, fechou com acréscimo de 0,51%, tendo oscilado entre alta de 2,4% na máxima e queda de 5,6% mínima durante o pregão. O grupo financeiro reportou na véspera lucro líquido de R$1,3 bilhão, alta de 10% ano a ano, com expansão de 12% na receita bruta, para R$5,3 bilhões, o que analistas destacaram positivamente. O NPS, métrica sobre a satisfação dos clientes, porém, caiu a 65.

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