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Ibovespa fecha acima de 195 mil pontos pela 1ª vez com trégua em aversão a risco global

Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) - O Ibovespa avançou 1,5% nesta quinta-feira, fechando acima dos 195 mil pontos pela primeira vez na sua história, endossado pela relativa trégua na aversão a risco no cenário internacional, mesmo com a visão de um cessar-fogo ainda frágil entre Estados Unidos e Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,52%, a 195.129,25 pontos, após marcar 195.513,91 na máxima e 192.206,22 na mínima. O volume financeiro no pregão somou R$37,2 bilhões.

No mercado externo, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 1,23%, a US$95,92, arrefecendo ante as máximas do dia, após tombo de mais de 13% na véspera. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,62%.

"Há ainda muita tensão envolvendo a situação no Oriente Médio, mas hoje o mundo está um pouco mais calmo", afirmou o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, acrescentando que o cenário mais negativo sinalizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, não se confirmou.

Além disso, destacou, segue o fluxo estrangeiro para as ações brasileiras.

A bolsa paulista tem apresentado uma certa resiliência desde o começo da guerra no final de fevereiro. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril, com saldo positivo de R$1,6 bilhão até o dia 6.

De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, o anúncio sobre o cessar-fogo abriu espaço para uma recuperação nos mercados, bem como um alívio de volatilidade, mesmo que ainda existam alguns riscos, com recursos militares de prontidão no Oriente Médio.

Mas, acrescentou, a perspectiva de um fim para a guerra "trouxe a calmaria que o Ibovespa precisava para continuar batendo máximas históricas".

DESTAQUES

- PETROBRAS PN fechou em alta de 2,77%, endossada pelo movimento do petróleo no exterior, embora tenha reduzido o fôlego com a commodity também se afastando da máxima do dia. No setor, PRIO ON avançou 2,11%, enquanto BRAVA ENERGIA ON valorizou-se 3,55% e PETRORECONCAVO ON fechou com elevação de 1,6%, tendo ainda como pano de fundo dados de produção de março.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,71%, ganhando fôlego durante o pregão, assim como outros papéis do setor. BTG PACTUAL UNIT terminou com ganho de 1,5%, BRADESCO PN subiu 0,59%, BANCO DO BRASIL ON encerrou com acréscimo de 0,94% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 1,81%.

- VALE ON caiu 1,05%, com os futuros do minério de ferro na China atingindo uma mínima em mais de um mês, pressionados pelo aumento da oferta e pelas dúvidas sobre as perspectivas de demanda chinesa. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian encerrou as negociações diurnas com queda de 2,53%, a 750 iuanes (US$109,78) a tonelada métrica, menor cotação desde 4 de março.

- SABESP ON avançou 3,3%, em sessão marcada por evento da companhia com analistas e investidores, com divulgação de previsão de investimento de cerca de R$20 bilhões em 2026. A Sabesp também demonstrou confiança de que conseguirá cumprir as metas de universalização de serviços em 325 municípios do interior de São Paulo já em 2028, enquanto na região metropolitana isso vai ocorrer no prazo contratual de 2029.

- AXIA ENERGIA ON subiu 3,81%, também entre as principais contribuições para a alta do Ibovespa, em pregão positivo no setor elétrico na B3, com o respectivo índice encerrando a sessão com acréscimo de 1,92%. 

- HAPVIDA ON fechou em alta de 4,74%, ampliando os ganhos da véspera, quando o noticiário trouxe comunicação da companhia sobre aumento de participação pelos acionistas controladores e pelo BTG Pactual, bem como planos de vender suas operações no Sul do país.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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