Início Economia Ibovespa cai quase 2% por recrudescimento de temores com guerra no Oriente Médio
Economia

Ibovespa cai quase 2% por recrudescimento de temores com guerra no Oriente Médio

Envie
Envie

O sexto dia de guerra no Oriente Médio mantém os mercados mundiais cautelosos nesta quinta-feira, 5, diante da falta de perspectiva de um desfecho em breve. O Ibovespa cai mais de 1% para o nível de 181 mil pontos, após iniciar a sessão desta quarta-feira na marca de 185 mil pontos. Nem mesmo a alta de cerca de 4% nas cotações futuras do petróleo e de 1,24% do minério de ferro em Dalian, na China, estimula o principal indicador da B3 para cima.

"A dinâmica não mudou. Continua a mesma do fim de semana, quando começaram os ataques ao Irã", diz Pedro Moreira, sócio da One Investimentos. "Dados no Brasil e no exterior tem ficado em segundo plano até amanhã, quando sairá o payroll nos Estados Unidos. O mercado focará nos ajustes feitos no relatório de emprego americano em meio ao que está acontecendo no Oriente Médio", avalia Moreira.

A onda de ataques entre Irã e Israel continua. Apesar da notícia de que o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, estaria fechado pelo Irã "apenas a navios dos EUA, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais", o clima é de incerteza.

O risco de mais inflação, caso as ofensivas persistam tem aumentado, levantado dúvidas sobre afrouxamento monetário principalmente nos Estados Unidos e no Brasil. Hoje, saíram a taxa de desemprego do trimestre finalizado em janeiro e o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, participou mais cedo de conferência do Goldman Sachs, mas sem influenciar diretamente o Ibovespa.

Segundo Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, as preocupações geopolíticas, devido a guerra no Oriente Médio, seguem pressionando os mercados. "Com alta do petróleo e expectativas de impacto na inflação mundial, as curvas de juros propensas a quedas estão sendo revistas, embora como disse um diretor do Fed seja cedo para alterações", diz. Conforme Trevisan, se a cotação do petróleo se estabilizar em torno de US$ 80 o barril, podem mudar apostas para o ritmo de cortes de juros no Brasil e sobre retomada de quedas nos EUA.

Ainda sairá pesquisa eleitoral Datafolha, focada no eleitorado de São Paulo e com abrangência nacional. Também a Petrobras divulga balanço trimestral após o fechamento da B3, bem como a informação de que a estatal confirmou que recebeu as indicações da União para o Conselho de Administração da empresa, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias.

Pelas estimativas do Prévias Broadcast, a empresa deve reportar lucro líquido de cerca de US$ 3,14 bilhões, alta anual de 12,1%.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o nível de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, em linha com a mediana das expectativas, após 5,1% no trimestre imediatamente anterior. Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%.

Ainda na seara corporativa, a Vale negou estudar um IPO de sua subsidiária de metais básicos, a Vale Base Metals (VBM). Já a Raízen reiterou que avalia a adoção de uma solução abrangente e definitiva para fortalecer a sua estrutura de capital.

O caso do Banco Master continua no foco. A Polícia Federal encontrou no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro diálogos com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ordens do empresário para pagamento a uma pessoa de nome "Ciro". Não há ainda, porém, uma investigação formal instaurada contra o senador.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,24%, aos 185.366,44 pontos, diante de sinais de conversas entre Irã e EUA, o que não foi confirmado.

Às 11h40, o Índice Bovespa caía 1,75%, na mínima em 181.966,32 pontos, após depois de máxima aos 185.366,35 pontos, perto da abertura em 185.365,26 pontos, com variação zero. Petrobras caía apesar da alta de 4% do petróleo: -0,67% (PN) e -0,45% (ON). Vale perdia 2,16%. Entre grandes bancos, o recuo girava em torno de 2%.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?