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IBGE suspende coleta de preços presencial para pesquisa de inflação

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após suspender as entrevistas em domicílio da pesquisa de emprego e adiar a realização do Censo Demográfico para 2021, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) decidiu também promover alterações na coleta da pesquisa de inflação. Assim como na Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar) Contínua, que mede o desemprego, foram suspensas as coletas de preços presenciais para o cálculo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial de inflação do país. Em nota, o IBGE afirmou que, como nos outros dois casos, a medida respeita orientações do Ministério da Saúde relacionadas ao quadro de emergência da saúde pública causado pela covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. O instituto diz que estuda alternativas para manter a pesquisa sem necessidade de coleta de preços nos locais de compra. "Toda e qualquer opção ou possibilidade serão, antes, testadas e validadas para assegurar os padrões de qualidade e excelência do corpo técnico do IBGE." A suspensão das coletas havia sido solicitada pelos sindicatos dos funcionários do IBGE na segunda (16). Na terça (17), o instituto anunciou mudanças na Pnad e no Censo, sua maior pesquisa, que é realizada uma vez a cada dez anos e estava prevista para começar no dia 1º de agosto. O Censo foi adiado para 1º de agosto de 2021, sob o argumento de que, mesmo que o surto arrefeça no curto prazo, não haverá tempo hábil para o treinamento de pessoal. A pesquisa é feita por meio de entrevistas presenciais. Para essa edição, estão previstas visitas a cerca de 71 milhões de domicílios em todos os municípios brasileiros. Um concurso aberto no início do mês para contratar 208 mil empregados temporários para a pesquisa foi cancelado. As provas estavam agendadas para o dia 17 de maio e os treinamentos seriam iniciados em julho. O IBGE diz que estabeleceu com o Ministério da Saúde o compromisso de realocar o orçamento do Censo em ações de enfrentamento ao coronavírus. Em 2021, o ministério devolverá os valores para garantir a realização do Censo.

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