BRASÍLIA — O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse nesta terça-feira que houve uma “falha de comunicação” na polêmica em torno do decreto que permitia a exploração na Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na região da Amazônia entre o Pará e o Amapá. O governo desistiu ontem de abrir a área de 47 mil quilômetros quadrados, corresponde ao tamanho do Espírito Santo, para a mineração.
— A nossa expectativa era que com atividade legal na área era ter emprego regularizados e impostos recolhidos na área. Foi uma falha de comunicação. Esse assunto levantou opiniões que eu não concordo — disse o ministro, durante audiência pública no Senado.
Nesta segunda-feira, o Palácio do Planalto decidiu revogar o decreto diante da repercussão negativa que o assunto tomou. A avaliação era de que houve "incompreensão geral" sobre o tema e que Temer deveria evitar mais desgaste no momento em que encara uma segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República.
A área, que volta a ser preservada, abriga nove unidades de conservação ambiental e indígenas. O ministro voltou a afirmar que o as áreas de proteção ambiental e reservas indígenas não seriam abertas para a mineração e que essas atividade se daria apenas na região remanescente.
— O decreto não se sobrepõem a uma lei, não é esse o papel. Estamos falando de uma área remanescente (que seria aberta à mineração). Hoje o decreto foi revisto. A mesa de debate continua, para que a gente possa tratar sobre esse assunto depois — completou.

