NOVA YORK - O executivo que ficou conhecido como o “homem mais odiado dos Estados Unidos” foi condenado a sete anos de prisão nesta sexta-feira. Martin Shkreli ganhou esse título por ter inflado o preço de medicamentos para controlar os efeitos da Aids, quando comandava a Turing Pharmaceuticals. Agora, passará quase uma década na cadeia por crimes financeiros: ele foi considerado culpado por promover fraudes em fundos de investimento que controlava.
O executivo estava à frente de dois fundos de investimento, o MSMB Capital e o MSMB Healthcare. Segundo as investigações, ele enviou declarações falsas que escondiam grandes perdas apuradas, prejudicando investidores. O executivo também foi acusado de manipular o mercado para fazer subir os preços das ações da Retrophin, empresa farmacêutica fundada por ele em 2011.
Além dos anos de prisão, Shkreli terá que pagar uma multa de US$ 75 mil. A decisão da Justiça foi menor que os 15 anos pedidos pelos procuradores, mas muito maior que os 12 a 18 meses que os advogados de defesa buscavam.
Segundo o site CNN Money, o executivo pediu desculpas e chegou a chorar após a sentença ser proferida.
— Eu olho para trás e fico constrangido e envergonhado. Estou terrivelmente arrependido, perdi a confiança de vocês — disse aos investidores.
O advogado de Shkreli, Benjamin Brafman, disse que estava “desapontado” com a sentença:
— Achei que a sentença deveria ter sido menor que sete anos. Mas Martin está e ficará bem, e obviamente poderia ser bem pior.
Já a procuradora assistente Jacquelyn Kasulis argumentou que o pedido de 15 anos se justificava porque os crimes de Shkreli não foram isolados, mas representavam um padrão de conduta, incluindo fraudes separadas para seus dois fundos de investimento e para sua empresa farmacêutica.

