"Temos passado por um período em que o mundo todo tem tido dificuldade. De qualquer forma, o Brasil tem se saído muito bem. O maior IPO do mundo em 2013 foi realizado no Brasil, pela BB Seguridade", disse Holland. Outro argumento dele é que os leilões de concessões nos últimos meses tiveram ágio e, recentemente, o Tesouro Nacional emitiu bônus no exterior com o menor spread da história. Ou seja, há interesse externo pelo Brasil.
Holland nega, portanto, a hipótese que começa a ser ouvida entre economistas de que a perspectiva de reversão da política monetária nos EUA poderia diminuir o interesse de investidores estrangeiros nos projetos que o governo federal quer oferecer ao capital privado na segunda metade do ano.
A avaliação do secretário é idêntica à feita mais cedo pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. "Investidores estrangeiros em potencial sempre visitam o meu escritório", disse. Figueiredo não demonstra pessimismo com os fatores externos, como a possibilidade de uma redução de estímulos nos EUA. "Há décadas o governo reconhece a necessidade de investir, mas nunca levou a execução a sério", afirmou.


