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Haddad diz que governo discute ampliação do poder de fiscalização do BC

Haddad diz que governo discute ampliação do poder de fiscalização do BC
Haddad diz que governo discute ampliação do poder de fiscalização do BC

Por Bernardo Caram e Fabricio de Castro e Marcela Ayres

BRASÍLIA, 19 Jan (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que o governo está discutindo formas de ampliar o perímetro regulatório do Banco Central para aumentar o poder de fiscalização sobre fundos de investimento, incorporando à autarquia atribuições que estão hoje sob a alçada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em entrevista ao portal Uol, Haddad afirmou que o tema é debatido entre sua pasta, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

"Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central, e que está no âmbito da CVM -- na minha opinião, equivocadamente. O BC tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos", disse.

CVM, AGU, Ministério da Gestão e BC não responderam de imediato a um pedido de comentário feito pela Reuters.

O debate é feito em meio a operações policiais que investigam a atuação de fundos de investimento, com possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master e ações ligadas a facções criminosas.

Na entrevista, Haddad fez duras críticas à gestão anterior do BC, afirmando que Gabriel Galípolo, presidente da instituição desde o início de 2025, herdou uma série de problemas, incluindo o da fraude do Banco Master.

O ministro afirmou que a fraude no Master já ocorria durante a presidência de Roberto Campos Neto no BC, acrescentando que a gestão anterior da autarquia também alimentou o problema de desancoragem das expectativas de inflação.

Conforme Haddad, o trabalho de Galípolo à frente do BC em 2025 serviu para "retornar as coisas à normalidade".

Campos Neto foi indicado ao comando do BC pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tendo deixado o cargo no fim de 2024. Procurado pela Reuters, ele não respondeu de imediato.

Haddad ainda avaliou que a liquidação do Banco Master não gera risco sistêmico para o país.

Em outra frente, ele afirmou que o BC tem ampliado as reservas cambiais do país, inclusive sob a atual gestão.

(Por Bernardo Caram)

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