Início Economia Haddad descarta mudança de meta fiscal caso Congresso decida barrar MP dos impostos
Economia

Haddad descarta mudança de meta fiscal caso Congresso decida barrar MP dos impostos

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Fernando Haddad (Fazenda) descartou uma mudança na meta fiscal caso o Congresso Nacional decida barrar o avanço da MP (medida provisória) de aumento de impostos.

O próprio governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconhece as dificuldades em angariar votos necessários para a aprovação da medida, cujo prazo para votação se encerra nesta quarta-feira (8).

"Continuaremos perseguindo os mesmos objetivos", disse Haddad. Neste ano, o governo busca uma meta zero, com margem de tolerância para um déficit de até R$ 31 bilhões.

No ano que vem, o alvo é um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões, mas a banda autoriza um resultado neutro (zero).

Nos últimos dias, o governo fez uma série de concessões na tentativa de ampliar o apoio à medida, o que incluiu poupar as bets (casas de apostas) do aumento na tributação proposto inicialmente e manter a isenção sobre rendimentos de títulos imobiliários e do agronegócio. Mesmo assim, a MP foi aprovada por apenas um voto de diferença na comissão mista em sessão nesta terça-feira (7).

O placar de 13 a 12 acendeu o alerta no governo, que passou a entender a rejeição dos parlamentares não mais como uma questão de mérito, mas sim política.

"É o mesmo movimento que foi feito em 2022, com sinal trocado. Em 2022, o governo [do ex-presidente Jair Bolsonaro] usou o Congresso para liberar geral o Orçamento, dar calote num, não pagar o outro e assim por diante, para, na farra de gasto que foi feita em 2022, ter vantagens eleitorais. Isso não se confirmou. Porque a população percebe essas coisas. Agora, querer restringir o orçamento para prejudicar o governo, não vai acontecer, vai prejudicar o Brasil", disse Haddad.

O ministro cobrou o Congresso para que cumpra o acordo de aprovar a medida após as concessões. "Estamos com um texto como sendo fruto de um acordo. Exigiu concessões mútuas, mas é um texto sóbrio", afirmou. "Quero reivindicar o acordo que foi feito, que é um acordo justo."

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?