Haddad defende nova arquitetura para despesas sociais com possível fusão de benefícios
Por Bernardo Caram
10 Fev (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que o país pode estar preparado para buscar uma nova arquitetura para suas despesas públicas, sugerindo uma possível fusão de benefícios sociais, e destacou que a discussão sobre um programa de renda básica vai nessa direção.
Falando em evento do BTG Pactual, Haddad afirmou que há estudos técnicos em andamento sobre o tema da assistência social, mas ponderou que o tema não foi submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não tem um programa de governo pronto para as eleições deste ano.
"Talvez nós estejamos numa situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza assistencial. A discussão sobre renda básica, por exemplo, vai nessa direção" afirmou.
O ministro fez um paralelo com a gestão de benefícios sociais do primeiro governo do presidente Lula, em 2003, quando programas sociais de gestões anteriores foram reorganizados e fundidos, levando à criação do Bolsa Família, "que ganhou o mundo e reputação, inclusive perante especialistas".
Haddad afirmou que o novo modelo poderia ser mais eficiente e moderno, dizendo que "não é questão de diminuir" o gasto, defendendo que o crescimento da economia também viabiliza uma trajetória mais sustentável das despesas públicas.
Ele indicou que essa deve ser uma discussão para o governo que assumirá a partir de 2027 ao argumentar que o desenho do programa terá que ser formulado e validado pelos candidatos à Presidência nas eleições deste ano.
(Por Bernardo Caram)
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