PEQUIM - No dia em que passam a vigorar , a China defendeu mais negociações com os EUA para evitar danos maiores nas relações entre os dois países. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Ministério do Comércio afirmou que os EUA não responderam à consulta feita à Washington sobre as tarifas sobre o aço e o alumínio.
“Muitas pessoas manifestaram sua aprovação por telefone e por email, e elas apoiam a decisão do governo de tomar medidas para defender o interesse da nação. Alguns até sugeriram medidas mais fortes”, disse o ministério.
O comunicado se segue ao anúncio da Comissão de Tarifas de que as tarifas sobre 128 produtos importados dos EUA passariam a valer nesta segunda-feira. O valor das novas tarifas corresponde a cerca de US$ 3 bilhões, o que representa uma pequena parcela das importações chinesas dos EUA. A lista de itens que terão aumento de tarifas inclui itens como frutas frescas e secas, ginseng, nozes, vinho e carne de porco e alguns produtos siderúrgicos. Até agora, produtos agrícolas com elevado volume de exportações para a China, como a soja, estão de fora do grupo.
A retaliação é uma reação ao anúncio feito por Trump em março de novas tarifas sobre o aço, que Pequim afirma que viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde então, os Estados Unidos anunciaram algumas exceções para aliados, como o Brasil, União Europeia, Austrália e Canadá.
Inicialmente, a China tinha anunciado que a imposição de tarifas se daria em duas etapas: uma taxa de 15% para 120 produtos e de 25% em oito produtos. O anúncio de domingo incluiu os 128 itens, mas deixou de fora produtos como soja, com mais importância no intercâmbio comercial entre os dois países.
— Isso mostra que a China tem como reagir às ações de Washington. É (uma reação) muito medida e sem intenção de escalar a tensão — diz Li Yong, pesquisadora da Associação de Comércio Internacional da China, em Pequim.
Para além das medidas sobre aço, a administração Trump está se preparando para atingir produtos chineses com mais tarifas. O . O plano também prevê restrições para transferências de tecnologia e aquisições feitas por empresas de capital chinês. A ideia é pressionar Pequim para interromper práticas consideradas injustas de comércio. A medida ainda não entrou em vigor.

