Segundo ele, isso permitirá ao governo analisar o potencial de produção de gás não convencional no Brasil. "Ainda que a empresa encontre um reservatório convencional, ela terá que ir mais fundo, até a rocha geradora", completou, em referência à área de onde é extraído o gás não convencional.
O secretário afirmou, ainda, que o governo exigirá conteúdo local na rodada. "Temos que pensar em ter infraestrutura grande, pois o processo demanda uma quantidade enorme de bombas e sondas para se fazer o fraturamento das rochas. Precisamos desenvolver uma indústria nacional de bens e equipamentos voltada para o gás não convencional."
Para Almeida, é necessário um choque na oferta interna de gás para baixar o preço do produto no País. "Não devemos esperar que no Brasil tenhamos mesmo nível de preço observado nos EUA, pelo menos em curto e médio prazos", disse.
Até 2022, estão previstos crescimento tanto na oferta quanto na demanda, mas não há expectativa de o Brasil parar de importar. Os Estados Unidos ainda importam gás devido a contratos antigos, mas o país não tem mais necessidade de trazer o produto do exterior.
Para a 12ª rodada, o governo avalia a disponibilização de blocos na Bacia do Paraná, onde estão as estimativas de maior quantidade de gás recuperável, além da proximidade com os principais centros consumidores do combustível. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o potencial brasileiro estimado é de 14,6 trilhões de m3.

