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Governo quer aprovar privatização da Eletrobras em maio, diz Marun

BRASÍLIA — O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta terça-feira que a expectativa do governo é que o Congresso Nacional aprove o projeto da privatização da Eletrobras em maio. Apesar do otimismo do ministro, a proposta ainda está na comissão especial instalada para analisar a proposta, e o relatório só deve ser apresentado na comissão em maio.

Marun participou de reunião com líderes do Parlamento junto com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Segundo o ministro, Temer pediu empenho dos parlamentares para que aprovem o quanto antes a privatização da Eletrobras. O ministro admitiu, no entanto, que o calendário pode atrasar os planos do governo:

— Poder pode (atrasar), mas estamos trabalhando para que isso esteja até o mês de maio aprovado no Congresso Nacional para que possamos até o fim do ano realizar essa capitalização da Eletrobras.

Após desentendimentos do governo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o que fez com que o Palácio do Planalto segurasse a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização (PND), via decreto, Carlos Marun disse que os governistas ainda estudam um dispositivo que garanta a continuação de estudos para a privatização da empresa. Ele reiterou que a privatização só acontecerá com o aval do Congresso, aprovada por ele, e disse ter "certeza" que Maia é favorável à medida.

— Tenho certeza que o presidente Rodrigo entende as razões pelas quais nós estamos tomando essa atitude de capitalizar a Eletrobras, e em relação às dificuldades que ele colocou na reunião passada, estamos avançando no sentido de superá-las. Tenho certeza que ele é favorável a essa capitalização - disse o ministro, negando ver grandes resistências na base à proposta de privatização.

O impasse em torno do decreto teve início na última quarta-feira, quando o novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que seria publicado um texto incluindo a empresa no PND. Sem isso, a privatização da Eletrobras ficaria em suspenso. O decreto não saiu, o que teria causado estranheza ao próprio ministro da Fazenda. Mas Marun esclareceu ontem que o governo decidiu segurar a medida, porque a mensagem foi mal interpretada pelos parlamentares. Esse anúncio do decreto ocorreu em meio à demora do Congresso em aprovar uma medida provisória que trata do mesmo tema. A MP, que pode perder a validade no início de junho, permite a edição do decreto.

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