SÃO PAULO - Três grupos europeus arremataram os quatro aeroportos oferecidos pelo governo federal em leilão realizado na manhã desta quinta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). O valor global inicial ofertado pelas empresas pelos quatro aeroportos era de R$ 1,35 bilhão no início do leilão a viva voz e saltou para R$ 1,459 bilhão no fim da disputa. O ágio foi de 93,75% no valor global.
O aeroporto de Fortaleza foi arrematado pela alemã Fraport por R$ 425 milhões, a oferta mínima era de R$ 360 milhões. A concorrente neste ativo era a francesa Vinci e, no total, foram dados seis lances pelo terminal. A Fraport também levou o terminal de Porto Alegre com lance de R$ 290,512 milhões, a oferta inicial mínima era de R$ 31 milhões. Neste caso, a alemã disputou com Zurich. No total, foram ofertados oito lances para Porto Alegre.
Já o terminal de Salvador ficou com a francesa Vinci por R$ 660,943 milhões. A Vinci foi a única proponente interessada no aeroporto baiano e, portanto, não houve concorrência.
O aeroporto de Florianópolis foi bem disputado pelas empresas Zurich e Fraport, com onze lances feitos ao longo da 1h30 de leilão. Ao final a vitoriosa foi a Zurich, com lance de R$ 83,3 milhões, contra valor inicial de R$ 53 milhões.
Pelas regras do certame, o consórcio vencedor é aquele que oferecer o maior ágio, mas ele incide apenas sobre a parcela à vista de 25% da outorga total de R$ 3,01 bilhões. O ágio deverá também ser pago de imediato e o restante ao longo do prazo da concessão, que é de 30 anos, prorrogáveis por mais cinco, com exceção do aeroporto de Porto Alegre, em que o período é de 25 anos, extensíveis por mais cinco.
Os investimentos esperados ao longo do prazo de concessão totalizam R$ 6,613 bilhões.
— Nós vamos ter bons resultados. Nós temos propostas de consórcios com grande conhecimento técnico, são players internacionalmente reconhecidos e nenhum deles é construtora, o que é positivo, pois teremos contrato de concessão e não de construção - disse o ministro ao GLOBO.




Aviso