BRASÍLIA - Após a derrota que o governo sofreu na Câmara, ao ver ser rejeitada a urgência para votar a reforma trabalhista, o presidente Michel Temer se reuniu na noite desta terça-feira com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, para definir a estratégia de atuação nos próximos dias.
Imbassahy deve conversar com os líderes do governo na Câmara ainda hoje e tentar votar novamente o requerimento de urgência nesta quarta-feira. Segundo assessores do presidente, Temer quer superar a questão o mais rápido possível.
— É sempre ruim (o resultado), mas é superável. Amanhã é outro dia — afirmou um interlocutor do governo.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que havia número suficiente de deputados da base na Casa, mas a votação teria ocorrido muito rápido, em cerca de 16 minutos, o que, alegam, pode ter inviabilizado a chegada dos parlamentares ao plenário.
Na reunião desta terça, Temer e Imbassahy identificaram as bancadas infiéis da base, sendo os casos mais flagrantes os votos contrários à aprovação vindos do PSB e do PPS, partido do relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (BA).
— Vai ter “DR” amanhã — afirmou um assessor do Planalto.
Apesar da preocupação, o governo minimizou a derrota em plenário e acredita que isso não atrapalhará a reforma da Previdência. Interlocutores admitem, no entanto, que é preciso mais conversas com os deputados da base:
— Depois do café da manhã (com a base sobre Previdência), acho que faltou almoço e jantar para continuar alimentando o pessoal — brincou uma pessoa próxima ao presidente.


