BRASÍLIA - O governo fará aporte de R$ 30 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar. O valor é o mesmo do ano passado, quando a ex-presidente Dilma Rousseff antecipou o anúncio em um mês, poucos dias antes de ser afastada. O lançamento do plano é realizado no Palácio do Planalto.
Nesta quarta-feira, também foi divulgado que os juros serão mantidos na faixa de 2,5% a 5,5%, e foi regulamentada uma lei para a agricultura familiar, com vistas a aprimorar o cadastro de beneficiários dessa política.
As taxas mais baixas serão dadas para investimentos em energias renováveis, além da produção de itens como arroz, feijão, mandioca, leite e de agricultura orgânica ou agroecológica.
Seguindo uma recomendação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Conselhão), neste ano o governo lançou o Plano Safra plurianual, de 2017 a 2020. Apesar de só haver definição para o aporte de um ano — R$ 30 bilhões, repetindo o ano passado —, esta é uma garantia do Planalto de que os valores não serão reduzidos.
O governo estima que 87% da mandioca produzida nacionalmente venha de agricultores familiares, bem como 70% do feijão, 38% do café, 58% do leite, e 59% da carne suína.
Em 3 de maio do ano passado, nove dias antes de ser afastada e de dar lugar ao então presidente interino Michel Temer, a ex-presidente Dilma Rousseff fez mais uma cerimônia no Palácio do Planalto, a fim de anunciar o Plano Safra para pequenos produtores. O valor para a safra 2016/2017 foi de R$ 30 bilhões, como deste ano. Geralmente, o anúncio é feito em junho. Nas últimas semanas na Presidência, Dilma fez vários eventos no palácio com militância, na tentativa de se fortalecer politicamente.
Um ano depois, Temer também vive forte crise política. Na semana que vem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a julgar o processo que pode lhe cassar o mandato. No último dia 17, o GLOBO mostrou que Michel Temer deu aval para Joesley Batista, dono da JBS, comprar o silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal por três crimes: obstrução de Justiça, corrupção passiva e participação em organização criminosa.



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