"Temos aqui no Conselhão uma presença maior do que nas edições anteriores de empresas do agronegócio", declarou Padilha em seu discurso.
Ele disse que isso aconteceu porque a economia brasileira mudou em relação ao que era nos primeiros governos Lula, daí a maior representatividade.
Também mencionou a presença de representantes da agricultura familiar, movimentos sociais e outros segmentos do campo.
Na última semana, o governo teve um momento de estresse com o agronegócio. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deixou de ir à Agrishow, uma das principais feiras do setor, depois de a organização do evento pedir que ele não fosse à abertura para não se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também houve desentendimento com o MST nos primeiros meses de governo. Em abril, o movimento, aliado histórico do PT, realizou invasões de terra que causaram desgaste ao Planalto.
De acordo com Padilha, a lista de participantes do Conselhão é para "mostrar para o Brasil que nós não queremos viver num cercadinho, que não queremos viver dentro de nossas bolhas".
O ministro afirmou que há mais de 40% de mulheres entre os 246 integrantes do Conselhão, além de 30% autodeclarados negros, pardos ou indígenas. O ministro também declarou que há representantes dos 27 Estados. O tema central das conversas, de acordo com ele, será a desigualdade.
A equipe do Ministério da Fazenda, encabeçada por Fernando Haddad, chegou com o discurso de Padilha já em andamento.
O Conselhão é um fórum organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro governo para ouvir setores da sociedade de dentro e fora de seu campo político e, assim, reduzir o desgaste do governo com esses segmentos. O órgão ficou desativado por anos depois do fim dos governos petistas.

