SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo aceitou repartir a multa sobre os recursos da repatriação, pouco menos de R$ 6 bilhões. Meirelles informou que ficou acertado, na reunião realizada nesta quinta-feira com o grupo de cinco governadores — que representam cada uma das regiões do país — um ajuste fiscal nos estados.
Entre as medidas previstas nesse ajuste está um teto para o crescimento dos gastos, que acompanhe a inflação ou o crescimento da receita líquida ( o que for menor). Também disse que haverá um aumento das alíquotas da contribuição previdenciária estadual .
— Além disso, os estados se comprometeram a apoiar todas as propostas de ajuste fiscal em andamento no Congresso Nacional. É esse o acordo geral e atende os objetivos e ajuste fiscal dos estados. Foi um avanço muito grande — acrescentou o ministro.
Meirelles explicou que o governo decidiu repartir os recursos da multa para evitar "debates prolongados". Pela lei, apenas o imposto de 15% deveria ser dividido com estados e municípios.
— No caso da multa, a lei estabeleceu que ela é exclusiva da União. Estados e municípios questionaram no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade dessa lei. Visando evitar debates prolongados e em consequência da proposta de ajuste fiscal e estrutural dos estados, a União decidiu que esses 15% da multa também serão repartidos. Ma isso, dentro do conceito que os estados vão fazer o ajuste fiscal — afirmou o ministro.
Meirelles esteve em São Paulo participando de um seminário do banco de investimentos JP Morgan, com o tema Olhando Além da Tempestade. Durante três dias, mais de 1,5 mil clientes e investidores do banco, em mais de 20 países, participaram do evento, que discutiu oportunidades de investimento no Brasil.

