Mas, questionada por jornalistas sobre a posição de Prates, a governadora fez uma defesa explícita do correligionário. "Esse assunto cabe ao presidente Lula, mas, em reconhecimento ao trabalho competente, dedicado e muito qualificado que o senador Jean Paul tem liderado à frente da Petrobras, com entregas muito importantes, claro que torcemos e desejamos muito que ele permaneça à frente da empresa", disse a jornalistas na saída do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, no Rio de Janeiro.
Desde o início da crise, esse é o primeiro movimento público de Fátima em socorro a Prates. O silêncio dos últimos dias vinha dando lastro aos rumores de que o PT do Rio Grande do Norte havia deixado o presidente da Petrobras sozinho na fervura política porque seu eventual fortalecimento não serviria aos interesses da legenda para a eleição estadual de 2026. Então, o PT local poderia apoiar o candidato do MDB, mais exatamente o atual vice-governador, Walter Alves. Fortalecido, Prates poderia tentar concorrer ao governo, atrapalhando os planos do PT para o estado.
A posição de Fátima, nesta quinta-feira, esvazia a tese.
As últimas semanas têm sido marcadas por uma crise política relacionada ao comando da Petrobras, com Prates sendo fustigado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e outros membros do governo, inclusive do PT. Nos últimos dias, porém, sinais vindos de Brasília, como o recuo de Silveira nos bastidores, indicam que Prates ganhou fôlego à frente da estatal.

