Mesmo com os entraves, Golfarb acredita que as perspectivas de crescimento de 4,5% nas vendas do setor automotivo neste ano sejam atingidas, já que o mercado avançou 8,6% até o mês de maio e necessitaria de uma alta de 2,1% nos sete últimos meses. "Podemos crescer até mais, desde que não haja uma grande mudança macroeconômica."
Golfarb citou que a aprovação do crédito está em 65% dos pedidos para os veículos de maior valor agregado e em 47% para os carros populares. "Dentro desse realinhamento macroeconômico, a taxa de crescimento será atrelada à taxa de juros e à aprovação de crédito. O câmbio será também um gatilho", disse o vice-presidente da Ford e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Golfarb é otimista também em relação à produção, principalmente por conta do aumento da fatia de veículos nacionais nas vendas totais e pelo crescimento no comércio externo, especialmente com a Argentina e a Venezuela. Segundo ele, as crises monetárias nesses países trouxeram um aumento nas vendas de veículos, ativo que se desvaloriza menos que as moedas locais. "As vendas (de veículos brasileiros) na Argentina serão recordes, acima de 900 mil unidades e as da Venezuela atingirão 115 mil", projetou.



