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GE anuncia corte de 12 mil empregos na unidade de energia

BOSTON - A General Electric anunciou nesta quinta-feira o corte de 12 mil empregos na divisão de energia (GE Power), que fabrica turbinas gigantes e geradores que, segundo a companhia, são responsáveis por abastecer cerca de um terço da eletricidade produzida em todo o mundo.

A GE tem de longe a pior performance do índice Dow Jones neste ano, com uma queda de 44%, o que levou o CEO John Flannery, que assumiu em agosto, a tentar cortar custos.

A empresa informou ainda que a maioria dos cortes será fora dos EUA. O efetivo da unidade será reduzido em 18%. Cerca de 295 mil pessoas trabalhavam na GE no fim de 2016, mas a companhia teve de cortar custos e empregos ao longo de 2017. A expectativa é de que os cutosa sejam cortados em US$ 1 bilhão no próximo ano.

O presidente da divisão de energia, Russell Stokes, disse que os cortes “eram dolorosos, mas necessários”.

A concorrência da energia renovável vem pressionando há alguns anos o negócio de energia tradicional. Segundo a CNN Money, citando a GE, a ruptura na indústria reduziu a necessidade de seus produtos em 40%. Mês passado, o conglomerado inustrial alemão Siemens anunciou planos de cortar 6.900 empregos, a maioria em sua unidade de energia.

Ícone da economia americana por mais de um século, a GE enfrenta um crise de liquidez que deve levar anos para se recuperar. Flannery está tentando tornar a empresa mais ágil e focada em seus neg´coios mais estratégicos - saúde, energia e aviação. A empresa colocou seu negócio de ferrovias à venda e está à procura de um comprador para comprar uma participação na unidade que fabrica lâmpadas elétricas.

Mês passado, a GE cortou os dividendos pela metade pela segunda vez desde a Grande Depressão.

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