"O número mínimo de funcionários garante que não haverá nenhuma falta de energia, nem atrasos no balanço ou em pagamentos essenciais", afirmou, por telefone, Emanuel Mendes Torres, diretor do Sintergia/RJ e da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel), após participar, nesta segunda-feira, de reunião plenária com trabalhadores na sede da estatal, no Rio.
Na última quarta-feira, após 16 dias de greve, os funcionários do Grupo Eletrobras voltaram ao trabalho, quando os sindicatos - reunidos no Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que coordena a negociação - aceitaram a proposta formulada pelo atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto Reis, em audiência de conciliação na segunda-feira passada. No entanto, no dia seguinte, numa segunda audiência de conciliação, o Grupo Eletrobras recusou a proposta do TST.
De forma imediata, os trabalhadores teriam direito à reposição da inflação medida pelo IPCA acumulado até maio, de 6,49%, mais ganho real de 1%. Em janeiro de 2014, a Eletrobras concederia novo reajuste com ganho real de 1%. Em maio de 2014, os salários seriam corrigidos pelo IPCA acumulado no período. Por fim, em setembro de 2014, novo ganho real de 0,5%.
Na segunda audiência, a Eletrobras propôs dois anos para conceder aumento real (0,5% relativo a maio deste ano, 1% em maio do ano que vem e 1% em maio de 2015) e os trabalhadores queriam que esse realinhamento ocorresse dentro do prazo de um ano. "Não queremos acordo de dois anos", afirmou Torres.



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