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França não precisa da ajuda do BCE no momento, diz presidente do banco central

Reuters
França não precisa da ajuda do BCE no momento, diz presidente do banco central
França não precisa da ajuda do BCE no momento, diz presidente do banco central

PARIS, 7 Out (Reuters) - A situação econômica da França é grave, tendo em vista o aumento dos custos de financiamento, mas o país não precisa neste momento da ajuda do Banco Central Europeu, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin.

Os custos de financiamento da França dispararam em meio à atual queda global nos mercados de títulos, provocando uma onda de vendas do euro, já que os investidores temem que as frágeis finanças públicas do país possam afetar o restante da Europa.

“Essa diferença em nossas taxas de financiamento está ligada ao fato de termos um déficit maior do que o de outros países da zona do euro e de haver incerteza política em relação à votação do orçamento”, disse Moulin, acrescentando que é vital que o governo consiga aprovar seu orçamento no Parlamento.

Moulin acrescentou que a situação pode melhorar se o governo conseguir aprovar um orçamento que reduza o déficit.

O governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que enfrenta pressão tanto dos partidos de oposição de extrema direita quanto de extrema esquerda antes das eleições presidenciais no início de 2027, tem como meta reduzir o déficit orçamentário de 5,4% do PIB neste ano para 5% no próximo.

O governo francês apresentou seu projeto de lei orçamentária para 2027 em 1º de outubro. Os dois antecessores de Lecornu foram derrubados devido a disputas orçamentárias, em 2024 e 2025.

“Hoje, não há necessidade de buscar a solução em Frankfurt. A solução está aqui mesmo, em casa”, disse Moulin à rádio France Inter. “Não acho que o Banco Central Europeu precise intervir neste momento, dadas as condições atuais.”

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, afirmou na terça-feira que deveria haver discussões com o Banco Central Europeu para que este intervenha a fim de aliviar os custos dos empréstimos franceses.

Questionado sobre a proposta dela, Moulin disse que isso não faz parte das atribuições do BCE.

“Simplesmente, a missão do BCE é combater a inflação”, disse ele. “Hoje, estamos acima da nossa meta de 2%, portanto, não cabe ao BCE responder aos problemas orçamentários dos países.”

(Reportagem de Makini Brice)

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