A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada nos preços do petróleo no mercado internacional.
É a primeira vez que a estimativa para este ano estoura o teto da meta de inflação, de 4,50%. A taxa está 0,21 ponto porcentual acima do teto. Há um mês, era de 4,10%.
Considerando apenas as 61 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,50% para 4,73%.
A projeção para o IPCA de 2027 também subiu, de 3,85% para 3,91%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 61 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana, porém, caiu de 3,96% para 3,89%.
O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta na comunicação da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom).
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 13, as projeções para o IPCA de 2028 seguiu em 3,60% pela primeira semana seguida. Há quatro semanas, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,50% pela 32ª semana consecutiva.



