O Brasil, avalia Helbling, vem navegando nos últimos dois anos "em um ambiente difícil", com a crise na zona do euro, mudança dos preços internacionais das commodities e ainda tendo que se ajustar internamente à mudança do cenário global.
Um dos principais desafios do País, de acordo com ele, é melhorar a infraestrutura e retirar barreiras que estão impedindo a expansão do investimento privado. Muitas áreas mostram esgotamento e isso precisa ser resolvido, disse aos jornalistas. Helbling frisou que há uma complementaridade entre investimento público e privado e que este último só vai deslanchar quando o setor público fizer seu papel.
Pouco antes, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, já havia ressaltado a necessidade de reformas estruturais para fazer os países emergentes voltarem a crescer em ritmo mais forte. "Os emergentes enfrentam o desafio duplo de verem o crescimento se desacelerar e uma mudança nas condições financeiras globais", disse em uma coletiva à imprensa.



