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Fitch: Brent ficará entre US$ 100 e US$ 110/barril em junho e julho com fechamento de Ormuz

Estadão

A Fitch Ratings revisou de neutra para positiva a perspectiva global do setor de petróleo e gás para 2026 e passou a projetar que o petróleo Brent ficará entre US$ 100 e US$ 110 por barril em junho e julho, diante do fechamento do Estreito de Ormuz, motivado pelo conflito no Oriente Médio. A agência também elevou sua estimativa para a duração da interrupção da rota marítima, que agora deve se estender até o fim de julho.

Segundo a Fitch, as projeções revisadas consideram que o fechamento de Ormuz durará cerca de cinco meses, ante a estimativa anterior de um a dois meses. A expectativa é que a restrição da oferta mantenha os preços elevados no curto prazo, beneficiando as receitas e os lucros das empresas do setor.

Apesar da alta recente, a agência prevê uma correção dos preços após a reabertura da passagem. A expectativa é de que o Brent recue para cerca de US$ 70 por barril em setembro, nível mais alinhado aos fundamentos de oferta e demanda, embora ainda incorporando um prêmio residual de risco geopolítico.

A Fitch avalia que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente elevará a produção até sua capacidade máxima para compensar os volumes perdidos durante o fechamento do estreito. Antes do conflito, a capacidade ociosa do grupo era estimada em 3,6 milhões de barris por dia.

A agência também mantém a avaliação de que a recuperação da produção será rápida após a reabertura de Ormuz, uma vez que não houve danos materiais à infraestrutura petrolífera da região. O petróleo armazenado em navios e estoques terrestres deverá ser comercializado primeiro, seguido pela retomada da produção interrompida.

No cenário-base da Fitch, o preço médio do Brent em 2026 será de US$ 87 por barril, acima da média efetiva de US$ 68 registrada em 2025. A agência pondera, contudo, que os preços anuais podem ser menores caso o bloqueio dure menos que o esperado ou mais altos se a interrupção se prolongar.

A Fitch também prevê que o mercado volte a registrar excesso de oferta no quarto trimestre de 2026, fator que deve contribuir para a queda dos preços após o período de maior tensão no Oriente Médio.

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