"A alimentação foi a surpresa positiva. Não estávamos aguardando uma taxa com essa intensidade", afirmou Costa Lima. Ele previa declínio de 0,16% no grupo Alimentação - deflação menos vigorosa do que a queda de 0,44% registrada na primeira medição do mês contra o fechamento de junho, de recuo de 0,05%.
Costa Lima também associou a alteração nas previsões ao arrefecimento do grupo Transportes, apesar de o movimento já ser devidamente esperado, devido ao cancelamento no reajuste dos preços das tarifas de transporte público na capital paulista na última semana de junho. "O grupo Transportes desacelerou bem, devido à revogação do aumento nos preços das tarifas de transporte coletivo", afirmou.
De acordo com a Fipe, o IPC atingiu 0,16% na primeira leitura de julho, após aumento de 0,32% no fechamento do mês passado. O número ficou abaixo do previsto por Costa Lima, que era inflação de 0,20%. O grupo Transportes, por sua vez, ficou em 0,38%, depois de elevação de 0,92%.
A expectativa de Costa Lima é de que a classe de despesa Alimentação continue no campo negativo pelo menos até a terceira quadrissemana de julho, podendo mostrar quedas de 0,36% na segunda e de 0,15% na terceira quadrissemana. Já no encerramento do mês os preços poderão voltar ao terreno positivo, devendo fechar com alta de 0,11%, segundo a Fipe.
Na contramão, o grupo Transportes deverá chegar ao fim de julho com deflação de 1,19%, sendo que na segunda leitura do mês poderá ceder 0,38% e ter declínio de 1,17% na terceira medição, conforme Costa Lima.


