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Fibria tem prejuízo líquido de R$ 259 milhões no segundo trimestre

SÃO PAULO - Uma das candidatas à compra da Eldorado, empresa de celulose do Grupo J&F, a Fibria registrou prejuízo líquido de R$ 259 milhões no segundo trimestre de 2017. No mesmo período do ano passado, o lucro líquido foi de R$ 745 milhões. No primeiro trimestre do ano, a empresa havia apresentado lucro líquido de R$ 329 milhões e, no primeiro semestre, o lucro acumulado é de R$ 70 milhões. A Fibria disputa com os chilenos da Arauco o interesse pela Eldorado.

Mesmo com a elevação do preço da celulose, as despesas financeiras em dólar foram impactadas pela valorização da moeda americana em relação ao real. A Fibria registrou receita líquida de R$ 2,775 bilhões no segundo trimestre, alta de 34% em relação ao primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a receita líquida teve aumento de 16%.

A melhora da receita veio do maior volume de vendas de celulose no trimestre - 1,53 milhão de toneladas, crescimento de 17% em relação ao trimestre anterior. Além disso, houve um aumento de 12% do preço do produto em dólar. A receita também foi impactada positivamente por uma valorização de 2% do dólar frente ao real.

"O segundo trimestre continuou muito favorável para o mercado de celulose. Houve aumento de demanda em todas as regiões, combinado com restrições pelo lado da oferta devido a atrasos na entrada de novas capacidades e paradas não programadas de produção, resultando em baixos níveis de estoques e favorecendo aumentos de preços", declarou o presidente da empresa, Marcelo Castelli, em comunicado.

A valorização do dólar teve efeito negativo sobre a dívida da empresa (66% da dívida está contratada em dólar) e gerou uma despesa financeira de R$ 789 milhões no segundo trimestre, frente a um resultado financeiro positivo de R$ 1,095 bilhão no mesmo período do ano passado.

Ainda segundo o comunicado da empresa, o segundo trimestre marcou o início da desalavancagem da Fibria. O índice de alavancagem financeira (relação dívida líquida/Ebitda), em dólar, caiu para 3,75 vezes ao final do segundo trimestre, contra 3,79 vezes no primeiro trimestre do ano. A empresa mantém uma posição de caixa de e R$ 8,060 bilhões – equivalente a US$ 2,436 bilhões.

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