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Febraban confirma estudo sobre cheque especial

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SÃO PAULO - A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) confirmou nesta quinta-feira que estuda ações para alterar o modelo do cheque especial no país, o que deverá reduzir o custo dos juros altíssimos hoje cobrados dos correntistas. Como O GLOBO informou, a ideia é fazer com que os clientes não fiquem por mais de 30 dias nessa modalidade de empréstimos, uma das mais caras do sistema bancário.

O juro médio do cheque especial está em 324,5% ao ano. A ideia dos bancos é fazer com que, após um período de 30 dias, essa dívida seja convertida em crédito pessoal, que tem taxa de 122,6%.

Na avaliação de João Augusto Salles, analista da consultoria Lopes & Filho, os bancos têm interesse em adotar medidas como essa porque reduzem o risco de crédito, enquanto mantêm os clientes em uma linha de crédito:

- Você incentiva as pessoas a saírem dessa linha, que pode virar uma bola de neve, e ir para outra mais em conta.

Salles afirma ainda que é possível traçar um paralelo entre essa medida em estudo e a do rotativo do cartão de crédito, anunciada em março do ano passado:

- Quem muda de linha de crédito ganha um pouco mais de fôlego. A taxa do crédito pessoal é cerca de metade da do cheque especial ou rotativo. Mas o ideal é ir para o consignado, que é ainda menor.

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