SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O faturamento do setor de turismo e transporte caiu 77,2% na cidade de São Paulo devido ao avanço do novo coronavírus, de acordo com dados da Cielo divulgados nesta segunda-feira (16). O resultado é nominal --ou seja, sem considerar a inflação do período-- e compara os períodos de 9 a 15 de março de 2020 contra o mesmo período do ano passado. No varejo total, o recuo foi de 13,9%, ainda segundo os dados da Cielo. Enquanto turismo caiu, os segmentos de drogarias e farmácias e o de supermercados subiram 30,2% e 19,2%, respectivamente. O levantamento considerou apenas vendas realizadas em pontos físicos, não incluindo o comércio online. No Brasil, o faturamento no varejo caiu 0,1%, com crescimento de 20% no setor de farmácias e de 23,1% no de supermercados. Turismo caiu 36,1% e os demais segmentos, 4,1%. Uma projeção da FecomercioSP --que ainda não tem dados sobre desaceleração comercial-- divulgada nesta segunda aponta para o adiamento de compras de bens duráveis e semiduráveis, como eletrônicos, roupas e móveis na conjuntura do coronavírus. Na outra direção, o consumo de alimentos, remédios e produtos básicos deve crescer no curto prazo. Contra o temor de desabastecimento, a federação segue a mesma linha de associações supermercadistas que afirmam que não há risco de desabastecimento por ora. Em parte, diz, porque a produção agrícola está em bom nível e não há problemas logísticos graves até então. A federação ressalta, no entanto, que alguns setores enfrentam problemas para manter a produção, como o de eletroeletrônicos, dependente de insumos da China. Uma pesquisa da Abinee, associação que reúne empresas do ramo de eletroeletrônicos como Dell, LG, Huawei, Samsung e Sony, divulgada na semana passada, mostra que cerca de 70% da indústria eletrônica reporta problemas no recebimento de materiais do país asiático, embora isso ainda não tenha impactado o preço final.
