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Eunício: ‘Se não aprovar agora, reforma da Previdência pode ficar para novembro’

BRASÍLIA - Com grande repercussão negativa nas bases, o presidente do Senado, (PMDB-CE) avalia que a eleição dificulta hoje a aprovação da na e no . Ele avalia que o governo errou desde o início na comunicação e que agora tenta salvar uma reforma desidratada porque “qualquer coisa é melhor que nada”. Mas diz que se não for aprovada agora na Câmara, em novembro, após as eleições, em função do debate inevitável do tema, o Congresso poderá votar uma proposta mais completa, com fim dos privilégios que hoje emperram sua aprovação.

Em café da manhã com os jornalistas, Eunício disse que se uma reforma da Previdência mais enxuta tivesse sido encaminhada junto com a reforma trabalhista, no ano passado, esse assunto já estaria liquidado na Câmara e Senado. Mas está tramitando há um ano na Câmara, e mesmo que seja aprovada lá, quando chegar ao Senado terá que seguir os tramites regimentais normais, o que não garante uma votação rápida, a não ser que haja um acordo de todos os líderes para adotar um regime de urgência.

— Tem um ritual de tramitação na Câmara e Senado, temos um sistema bicameral. Se o governo tivesse encaminhado uma reforma enxuta, a idade mínima já teria sido aprovada junto com a reforma trabalhista. Se não votar agora na Câmara, o debate da reforma da previdência será inevitável na campanha presidencial. E em novembro, após a eleição, teríamos a possibilidade de votar uma reforma mais forte, em função do resultado do debate do tema na eleição — disse Eunício.

O presidente do Senado disse que se não aprovar agora a reforma da previdência não será uma “catástrofe” nos próximos quatro ou cinco anos, mas nenhum candidato a presidente ficará imune ao debate na campanha e terá que se comprometer dizendo se vai fazer ou não.

— Não estou defendendo que a reforma fique para novembro. O que estou dizendo é que se a Câmara não votar, qualquer que seja o candidato eleito presidente vai ter que fazer. E o próximo presidente que assumir terá que fazer olhando os números e fazer uma reforma profunda, acabando com os privilégios. Não uma proposta superficial como a que atualmente está em pauta. Se fosse para aprovar só a mudança da idade mínima isso já teria sido resolvido ano passado — disse Eunício.

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