BRASÍLIA - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), avisou ao Palácio do Planalto que a reforma trabalhista tinha que ser aprovada em comissões, principalmente a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de ir para o plenário, ou seja, que não concordava com a estratégia de puxar a proposta diretamente para a votação no plenário. Eunício argumentou que a proposta nem havia passado pela CAE e que não era sua responsabilidade se o calendário fora atrasado em duas semanas.
Nos bastidores, havia uma articulação de levar a proposta ao plenário assim que fosse aprovada na CAE. Para isso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentaria um requerimento pedindo urgência na discussão e votação. Nesta manhã de terça-feira, Jucá disse no Twitter que não havia tal acordo e que a proposta passaria pela CAE, Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CAE debate a proposta nesta terça-feira.
Mas há entre governistas defensores que, passada a CAE, a manobra poderia ser tentada.
Eunício ressaltou muito a importância de ser aprovada na CAE e que não poderia simplesmente romper acordos como presidente do Senado. A constatação é que a CAE, comandada pelo tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE), demorou demais na análise,

