A decisão representa um revés para o governo argentino em sua batalha contra fundos de hedge e outros "holdouts" que se recusaram a aceitar os termos da histórica moratória de 2001.
A Argentina, no entanto, provavelmente terá outra oportunidade de entrar com outra petição na corte.
Buenos Aires havia pedido aos juízes que revissem decisões de instâncias inferiores determinando que o país não pode fazer pagamentos sobre a dívida reestruturada a menos que também pague aos holdouts, liderados por fundos de hedge que incluem a Aurelius Capital Management e a NML Capital Ltd., afiliada da Elliott Management Corp..
Essas decisões constituem uma "intromissão inédita nas atividades de um Estado estrangeiro" que pode prejudicar o processo de reestruturação apoiado pela comunidade financeira internacional, afirmou a Argentina no recurso à Suprema Corte.
A Argentina tem se referido aos holdouts como "fundos urubus", que compraram a dívida com desconto e depois tentaram impedir os esforços de reestruturação do país.
Os fundos de hedge alegam que a Argentina dispõe de amplos recursos para pagar obrigações aos holdouts. Eles também afirmam que Buenos Aires não merece a reavaliação da Suprema Corte porque o governo argentino já indicou diversas vezes que iria tentar evitar cumprir qualquer decisão judicial norte-americana que o desagradasse. Fonte: Dow Jones Newswires.



